O BRASIL

Nome oficial: República Federativa do Brasil
Capital: Brasília
Nacionalidade: Brasileira
Idioma: português
Moeda: Real
Data Nacional: 7 de Setembro (Independência)
Território: 8.547.403,5 km2O Brasil é o maior país da América Latina, cobrindo quase a metade (47,3%) da América do Sul, ocupando uma área de 8.547.403,5 km2. Trata-se do quinto maior país do mundo, depois da Federação Russa, Canadá, China e Estados Unidos da América. Exceto por um pequeno número de ilhas, o Brasil é constituído por uma única e contínua extensão territorial. No Mapa do Mundo pode-se observar que o formato do contorno Leste do Brasil está em conformidade com a curva côncava da costa Oeste da África. A linha do Equador passa pela Região Norte do País próximo à cidade de Macapá. O trópico de Capricórnio corta o país ao Sul, próximo à cidade de São Paulo.A extensão do Brasil no sentido Leste – Oeste (4.319,4 km), é quase equivalente a sua maior distância no sentido Norte – Sul (4.394,7 km). O Brasil faz fronteira com 10 países: Guiana Francesa, Suriname, Guiana, Venezuela e Colômbia ao Norte; Uruguai e Argentina, ao Sul; e Paraguai, Bolívia e Peru, ao Oeste. O Equador e o Chile são os dois únicos países do Continente Sul-americano que não têm divisas com o Brasil. O Oceano Atlântico se estende por toda a costa Leste do país, oferecendo 7.367 km de orla marítima.


 

 

 
 

O BRASIL EM RESUMO:


a) O Clima:

90% do país encontra-se em área tropical. Existem cinco regiões climáticas no Brasil: equatorial, tropical, semi-árida, tropical de altitude e subtropical.


b) A População:

Estimada em 172 milhões (5ª maior do mundo). Densidade demográfica: 19,43 hab. por km2. População urbana: 81% - crescimento demográfico: 1,38% ao ano.


c) As Principais cidades:

São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis e Manaus.

O Brasil tem mais de 15 cidades com mais de 1 milhão de habitantes. São as mais populosas:


- São Paulo (10.434.252 hab.).
- Rio de Janeiro: (8.856.904 hab.)
- Salvador: (2.443.108 hab)
- Belo Horizonte: (2.238.526 hab)

d) As Religiões:

Católica (73,8% da população). Evangélica (15,4%). Espírita (1,4%) Afro-brasileiras (0,3%) e Orientais (0,3%).

e) O Sistema Político:

República Federatica Presidencialista, formada por 26 Estados e um Distrito Federal.

f) O Chefe de Estado e de Governo:

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, eleito em 2002 para mandato de 4 anos, com direito a uma reeleição.

g) O Legislativo:

O Congresso Nacional é uma assembleia bicameral. A Câmara dos Deputados é integrada por 513 membros eleitos por sistema proporcional para mandato de 4 anos. O Senado Federal é composto por 81 senadores (3 por cada Estado), eleitos para mandato de 8 anos.

h) O Judiciário:

O Poder Judiciário é encabeçado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), cuja corte é integrada por 11 juízes indicados pelo Presidente da República e aprovados pelo Senado Federal. A competência originária do STF é o julgamento de questões sobre preceitos constitucionais. O Superior Tribunal de Justiça (STJ), por sua vez examina questões infraconstitucionais e é a corte encarregada de uniformizar a jurisprudência no país. É constituído por, no mínimo, 33 juízes indicados pelo Presidente da República e aprovados pelo Senado Federal.

i) Os Governos estaduais e municipais:

O poder executivo de Estados e Municípios brasileiros é exercido por governadores e prefeitos eleitos diretamente, também por período de 4 anos com direito a uma reelição. Os Estados dispõem de Assembleias Legislativas e os municípios de Câmara de Vereadores, cujos mandatos são também quadrienais.

O IDIOMA

O português é o idioma nacional. No entanto, o português falado no Brasil é um pouco diferente, não só pelo sotaque e entonação, do português falado em Portugal e outras antigas colónias portuguesas, mas sobretudo pela riqueza na assimilação de palavras de origem africana, indígena e das diversas línguas dos imigrantes europeus e asiáticos.

 

UM PAÍS MODERNO

Poucos lugares do mundo possuem um grau de abertura para o novo, como o Brasil. A base dessa abertura é justamente a miscigenação racial que se construiu ao longo dos séculos. Oculto pelo preconceito racial de parte da elite, que vigora de maneira muito mitigada, este costume permitiu a construção de uma democracia política  efetiva, num país que tinha tudo para não possuí-la.

 

Sobre a base miscigenada inicial foi montada uma sociedade escravista. Mas que, apesar de escravista conseguiu transformar a condenação em identidade, no momento da independência. E uma identidade tão forte que não houve divisão no território, disputas políticas internas de maior monta. Pelo contrário, a Nação foi construída com base em arranjo que muitas vezes pareciam disparatados aos olhos europeus – e mesmo a muitos brasileiros – mas que funcionam até hoje de maneira um tanto inusual.

O desejo de democracia no Brasil se traduz, desde o século passado, numa arraigada crença na necessidade de se distribuir o poder a partir de mecanismos de representação política. Desde 1823 há eleições nacionais no Brasil, e desde então uma abertura para o registro de eleitores incomum mesmo para os padrões das democracias europeias.  O Congresso Nacional funciona com regularidade há 175 anos.

A força do Congresso existe porque está ancorada numa grande força social. A sociedade de escravos foi capaz de se transformar, absorvendo uma imensa quantidade de imigrantes e, mas que isso, fundindo-se com eles. O hábito de considerar atraente qualquer possibilidade matrimonial, independente de origem étnica, conseguiu prevalecer sobre a tendência ao fechamento, que marcava a maior parte dos grupos imigrantes. E assim como absorve pessoas de fora sem perder sua identidade, o Brasil absorve empresas. Nos últimos 50 anos o Brasil tem sido um dos mais importantes países recebedores de investimentos diretos estrangeiros no mundo.

Essas são apenas algumas  das conseqüências da estruturação fundamentalmente democrática do país. No Brasil ninguém é considerado estrangeiro. Essa é a característica que faz com que seja considerado de “pais do futuro; desde a Colónia (1500 – 1822), passado pelo Império (1822 – 1889), e durante a República (1889 até hoje), a globalização é parte da natureza de cada brasileiro. Talvez agora o Brasil possa ser visto como semente de uma realidade cultural onde o orgulho de grupo não está acima da possibilidade de aceitar o novo.
 

GEOGRAFIA

O território brasileiro se estende por uma área de 8.547.403 km2 a leste da América do Sul, limitando-se ao norte com a Guiana, Venezuela, Suriname e Guiana Francesa; a noroeste com a Colômbia, a oeste com o Peru e Bolívia; a sudoeste com o Paraguai e Argentina; e ao sul com o Uruguai.

A mais extensa fronteira do Brasil é com a Bolívia (3.126 km) e a menor com o Suriname (593 km). As costas leste, sudeste e nordeste do país são banhadas pelo oceano Atlântico. Apenas dois países da América do Sul – Chile e Equador – não têm fronteiras com o Brasil.

O país ocupa 20,8% do território das Américas e 47,7% da América do Sul, sendo o quinto no mundo em extensão territorial, superando apenas pela Rússia, Canadá, China e Estados Unidos da América. A linha do Equador corta o país ao norte, atravessando os Estados do Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.

O Trópico de Capricórnio corta os Estados de Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo a uma latitude sul de 23º27’30”. Um total de 93% do território brasileiro encontra-se localizado no Hemisfério Sul e 92% na zona intertropical.

De acordo com dados de 1993, da Fundação Instituto Brasileiros de Geografia e Estatística (IBGE), a população brasileira tem densidade demográfica média de 17.7 habitantes por km2. A população urbana corresponde a 76,4% do total e a composição étnica da população inclui 55,2% de brancos; 39,3 de pardos; 4,9% de negros e 0,5% de amarelos. Na faixa etária de 0 a 14 anos encontram-se 39,3% do total da população do país, enquanto as pessoas entre 15 e 60 anos correspondem a 57,8%.

O grupo acima de 60 anos representa apenas 7,3% da população. O crescimento demográfico no ano de 1991 foi de 1,93%. Com um índice médio de mortalidade infantil de 68 por 1.000 nascidos vivos. O índice relativo a fertilidade feminina em 1990, indicou um total de 2,7 filhos por mulher. A expectativa de vida é de 62,1 anos para os homens e 68,9 anos para as mulheres.

No que se refere às reservas de petróleo, a plataforma continental brasileira é rica em jazidas de petróleo. Dela são extraídas 60% da produção nacional, que já atende quase 90% da demanda doméstica.
O petróleo começou a ser explorado no Brasil em 1953. Atualmente a produção é quase toda consumida internamente, exportando-se apenas uma pequena porção já refinada. A maior parte da produção vem da Bacia de Campos, no Estado do Rio de Janeiro, descoberta em 1974. Utilizando tecnologia nacional de exploração em águas profundas, a produção da Bacia de Campos alcança marcas elevadas. Na região do Recôncavo Baiano, Estado da Bahia, o petróleo vem sendo explorado há mais tempo, tendo já sido produzidos naquela área mais de um bilhão de barris.

HISTÓRIA

O Brasil foi descoberto pelo navegador português Pedro Álvares Cabral em 1500 e permaneceu colónia lusitana até 1822, quando se tornou independente. No período colonial de mais de três séculos ocorreu a grande expansão territorial do país que hoje abarca cerca de metade da América do Sul. Também no período colonial ocorreram vários ciclos económicos (madeiras, açúcar, mineração, etc) e a gradual introdução no país de escravos africanos.

Ao se tornar independente em 1822, o Brasil adotou regime monárquico que durou até 1889 com a proclamação da República. Nesse período, apesar de conturbações políticas, guerras externas e da escravidão, houve significativo progresso económico. Após a proclamação da República persistiram os avanços económicos, impulsionados pela crescente industrialização, embora as desigualdades sociais e regionais hajam diminuído lentamente .

Em 1930, termina o período da Primeira República com a ocorrência de revolução que visava a moralizar costumes da vida política. Segue-se período algo conturbado (em que o Brasil foi muito afetado pelas conseqüências da crise económica mundial iniciada em 1929) de quinze anos. Após a Segunda Guerra Mundial (em 1945) o país (que participou do conflito ao lados dos Aliados vencedores) volta à plena normalidade democrática e à senda do progresso económico, embora sempre acompanhado de persistência de desigualdades sociais.

Em 1964, o acirramento de dissenssões internas conduziu à instauração de regime militar que durou até 1979. Nessa época houve fases de endurecimento do regime, alternadas com outras um pouco mais livres. Persistiu o acelerado progresso económico, sem desaparecer as tradicionais desigualdades sociais e regionais.

Em 1979, inicia-se a gradual liberalização do regime militar que terminou em 1985 com o advento da chamada Nova República. Os anos seguintes, embora com certo desenvolvimento social (saúde, educação, urbanismo. etc), foram marcados por grandes dificuldades económicas, sobretudo no tocante à taxa de inflação que se elevou consideravelmente.

A partir de meados de 1994, o Governo brasileiro pôs em prática programa de estabilização económica exitoso, (o Plano Real), que levou ao controle da inflação, embora as taxas de crescimento económico tenham fixado em níveis modestos. Em fins de 2002 foi eleito Presidente da República o Senhor Luiz Inácio Lula da Silva, veterano líder sindical, que tem dado continuidade bem sucedida à política de estabilização económica, com maior atenção à problemática do desenvolvimento social e a redução das desigualdades no país.

CULINÁRIA

Neste imenso país que é o Brasil, a rica culinária regionalizada, é quase impossível de ser generalizada em todo o território, marcado também por grandes diferenças culturais. Os costumes culinários de uma região soam exóticos para outra região dentro do mesmo país. As frutas nativas são desconhecidas dos próprios brasileiros.

Os colonizadores não descobriram no Brasil em cozinha desenvolvida. Aos poucos as mandiocas, as frutas, as pimentas, a caça e a pesca vão se misturando ao azeite de oliva, ao bacalhau seco, aos ensopados e o resultado pode ser observado na rica culinária baiana, que foi enriquecida com o azeite de dendê e os cheiros verdes, após a chagada dos escravos vindos da África

Cada região tem sua comida típica, mas a feijoada, de origem carioca, (do Rio de Janeiro), é considerada o prato nacional. Trata-se de feijão preto de caldo grosso, cozido com fartas carnes salgadas e defumados, e é servida com arroz branco, farofa, couve picada bem fina e refogada, e fatias de laranja.

O visitante poderá se assustar com a comida de restaurantes e hotéis nas áreas mais densamente povoadas do país. O nível é internacional. Em algumas cidades pode-se encontrar a cozinha de quase todos os lugares do mundo. A comida italiana é a mais apreciado entre as estrangeiras ao ponto de se considerar a pizza brasileira melhor que a napolitana.

O BRASIL SE DESTACA:

No ranking mundial de produtos e serviços, o Brasil ocupa os seguintes lugares:

1º Produtor de gado, café, cana-de-açúcar e frutas
2º Produtor de feijão, mandioca, soja
2º Produtor de carne bovina
2º País em número de telefones celulares
3º Produtor de açúcar refinado e de milho
3º Produtor e exportador de frangos
4º Fabricante de aeronaves regionais
4º Produtor de grãos e cacau
4º Produtor e exportador de carne de porco
4º Mercado de Tecnologia de informática
5º País em número de linhas de telefone fixo
5º Produtor de manganês
6º Produtor de minério de ferro
7º Produtor de ouro

 
     
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